4º S [ ( PUR + AU ) + URBANOLOGIA ]
2 a 5 de dezembro de 2025

Bases epistemológicas da urbanologia

Pensando o período pós-globalização: usos do território, informação, mundos possíveis

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Mesa 6 – Gestão coletiva e insurgência do comum urbano

O comum urbano é compreendido como processo político em constante construção, sustentado por práticas concretas de organização territorial que desafiam lógicas privatizantes e modelos centralizados de gestão. Não é mera questão de compartilhar recursos ou espaços; é criar e manter formas de organização que se orientem pela justiça social, pela solidariedade e pelo uso socialmente necessário do espaço.

A insurgência planificadora refere-se à capacidade de formular e implementar estratégias de ordenamento e gestão do território a partir de perspectivas não hegemônicas, mobilizando saberes populares, experiências autogestionárias e metodologias colaborativas para reverter a centralização tecnocrática e redistribuir poder. Essas práticas se expressam em iniciativas que vão desde movimentos de moradia que elaboram planos comunitários, até coletivos que realizam intervenções culturais, ambientais e produtivas como instrumentos para ativar e preservar o comum urbano.

Nesses processos, a insurgência não se limita à contestação. Ela também propõe e executa ações que ampliam o acesso, redefinem usos e fortalecem vínculos territoriais, estabelecendo formas de gestão compartilhada que dialogam criticamente ou confrontam estruturas institucionais consolidadas.

O debate examina as condições para a sustentabilidade, a autonomia e a replicabilidade dessas práticas, bem como os desafios impostos por restrições legais, pressões de mercado e disputas políticas. Diferenciando-se de abordagens centradas na produção física do espaço, o foco está na organização coletiva e na capacidade de reconfigurar a produção urbana como ato de emancipação política, afirmando o comum como princípio estruturante da vida nas cidades.

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