4º S [ ( PUR + AU ) + URBANOLOGIA ]
2 a 5 de dezembro de 2025

Bases epistemológicas da urbanologia

Pensando o período pós-globalização: usos do território, informação, mundos possíveis

As Sessões de Trabalho foram concebidas como espaços de articulação entre iniciativas experimentais e estratégicas de planificação e a produção coletiva de informação pertinente e territorializada.

O objetivo é o de encontrar meios que permitam interrelacionar experiências práticas, redes colaborativas e a produção de informações sistematizadas, de modo que possam ser rapidamente apropriadas por agentes comprometidos com a promoção de estratégias e práticas emancipadoras concretas de organização territorial, estabelecidas sob bases endógenas.

Com a realização das sessões de trabalho, pretende-se constituir espaços para ampliar os debates a respeito da informação compreendida como dimensão estratégica da política territorial; ao mesmo tempo, apropriada como base, suporte técnico e registro descritivo do fenômeno territorial urbano. Em suma, a informação como forma ativa de intervenção: uma dimensão mediadora entre técnica e política, entre forma e conteúdo.

Visa-se, portanto, projetar ações que propõem e experimentam políticas concretas de produção de informação orientadas à efetividade da ação política.

Com a articulação entre informação e território, a constituição de sujeitos coletivos e do diálogo com categorias como saber e lugar, as sessões integram a arquitetura ativa do seminário na medida em que elaboram conceitos, tecem elementos de análise, fortalecem vínculos e projetam ações para além do evento.

Desse modo, as sessões podem contribuir com o oferecimento de pré-requisitos iniciais para a formulação de estratégias informacionais territorializadas cujos desdobramentos poderão ser compartilhados desde agora com a comunidade científica e agentes sociais por intermédio do Forum de Urbanologia abrigado neste site.

Metodologia de mapeamentos alternativos de territórios urbanos

A sessão de trabalho apresenta e discute metodologias de mapeamento de territórios urbanos, com o objetivo de avançar para além das categorias e abordagens dos registros estatísticos oficiais. Busca-se contribuir para o aprofundamento do conhecimento sobre favelas e comunidades urbanas na realidade latino-americana, enfatizando aplicações metodológicas relevantes para a produção, sistematização e difusão de dados espaciais e de cartografias sociais.

Produção de informação territorializada para favelas e comunidades urbanas

A sessão de trabalho discute as representações sociais do espaço urbano, com ênfase nas metodologias de produção de cartografias sociais e de mapeamentos colaborativos voltados ao reconhecimento das dinâmicas territoriais em favelas e comunidades urbanas na realidade latino-americana.

Esta sessão é dedicada à constituição da Rede Territorialistas – Sujeito coletivo de pesquisa sobre inovação, futuro e planificação territorial, reunindo pesquisadoras e pesquisadores, técnicas e técnicos, movimentos sociais e instituições públicas, engajados na produção de alternativas territorializadas às formas hegemônicas de planejar e intervir em cidades e regiões. Além da compreensão de um espaço de diálogo, a Rede afirma-se como instância ativa de criação coletiva, na qual se elaboram metodologias críticas, compartilham-se experiências enraizadas e se propõem caminhos para a construção de um futuro comum — socialmente necessário e territorialmente situado.

Articulado com esse processo, ganha centralidade o SISAL – Sistema de Informação para o Planejamento Territorial Latino-Americano, concebido como instrumento de produção, sistematização e difusão de dados e cartografias sociais. O SISAL busca consolidar uma agenda de mapeamento dos territórios populares e comuns da América Latina, ampliando a visibilidade das múltiplas territorialidades, fortalecendo vínculos já existentes e criando novas formas de cooperação entre coletivos, pesquisadoras/es e instituições. A noção de popular e comum aqui adotada refere-se tanto aos territórios produzidos pelas práticas sociais cotidianas quanto aos espaços de uso coletivo, constituídos pela partilha e pela cooperação.

Durante o seminário, a sessão dedica-se à escuta das iniciativas em andamento, à sistematização das práticas existentes e à formulação de estratégias que ampliem a presença da Rede e do SISAL no debate público e nas práticas institucionais. A consolidação dessas frentes integra a proposta de uma urbanologia comprometida com a dimensão coletiva da planificação e com a invenção política enraizada na multiplicidade e diversidade dos usos do território.